Page 11 - 5F A ILHA DO TESOURO
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Lida a corta, fui ter imediatamente com minha mãe, despe-
di-me dela comovido e, no dia seguinte de tarde, tomei a
diligência para Bristol. 0 cavaleiro me esperava num hotel
próximo do porto. E no mesmo noite do minha chegado
mandou-me levar um bilhete a John Silver, no taberna do
óculo. 0 nosso cozinheiro-mor me recebeu cordialmente
no estabelecimento de sua propriedade. Era alto, forte, sor-
ridente e tinha um rosto feio e sem barba, porém inteligen-
te, tal como o descrevera o cavaleiro. Pouco após a minha
chegado, um dos fregueses no outro lado do saia levan-
tou-se de repente, correu à porto e saiu. Logo reconheci
nele o Cão Negro e gritei que o detivessem. Ouvindo o
meu grito, John Silver veio até junto de mim; contei-lhe a
história do Cão Negro, do cego, do pobre Capitão, e ele ,
sem demora, mandou dois homens atrás do fugitivo.
Fiquei no taberna a conversar com os marinheiros até noi-
te avançado. Depois, John Silver acompanhou-me ao hotel
onde o cavaleiro e o Dr. Livesey, que regressara de Lon-
dres, me esperavam. 0 cavaleiro comunicou então aos pre-
sentes que, às quatro horas da manhã do dia seguinte, a
Espanhola levantaria âncora em direção à Ilha do Tesou-
ro e que ele mesmo comandaria a expedição.
Fomos todos para bordo cedinho.
Pouco antes de partir, o capitão Smollett, comandante do,
Espanhola, conversou longo e animadamente com cava-
leiro. Os dois homens falaram sobre o navio, a equipagem
e a expedição, manifestando opiniões no maioria divergen-
tes. Por fim, o capitão ordenou que levassem as armas e
munições de bordo para a popa, próximo do u camarote.
Os homens do equipagem obedeceram sem discutir. En-
tão, a Espanhola fez-se ao largo.
A expedição parecia ter nascido sob boa estrela. 0 avio era
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